Motivo de orgulho?

Hoje eu gostaria de mencionar um assunto muito importante e, ao mesmo tempo, muito desvalorizado no nosso país: política.

Em uma das redes sociais que freqüento surgiu o tema da posse de Dilma Roussef como primeira mulher na presidência do Brasil. Tema este foi induzido por uma matéria a respeito das mulheres na política brasileira. Uma excelente matéria, inclusive, sugiro que leiam.

Não sei quantos vão concordar comigo. Gostaria de fazer uma pequena lista constando as duas organizações às quais a primeira mulher na presidência do país participou e seus atos rebeldes:

  • Comando de Libertação Nacional (COLINA) – organização de extrema esquerda que desejava, através da luta armada, instalar no Brasil um regime socialista baseado nos ideais totalitários soviéticos. Entre as atitudes tomadas pela organização há roubos, atentados terroristas (uso de bombas) e assassinatos.
  • Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) – guerrilha de extrema esquerda, resultante da fusão da COLINA e da Vanguarda Popular Revolucionária de Carlos Lamarca.  Responsável por roubos e atos terroristas. Também teria planejado o seqüestro de Antônio Delfim Netto, um dos símbolos do Milagre Econômico da Ditadura Militar.

Roubo, assassinato e atentados terroristas. Vamos dar uma de inocentes e dizer que ela não sabia de nada disso; mesmo assim, fico me perguntando o que uma mulher cujo nome é associado a essas instituições está fazendo na presidência da república. Deixem-me explicar meu ponto de vista: se uma pessoa foi parte de uma instituição como essa, não quer dizer que ela concorda (nem que seja um pouco) com as idéias e atitudes da supracitada instituição?

Isso diante do pensamento mais inocente que podemos ter, é claro.

É como eu disse durante a discussão que me fez querer vir discursar aqui sobre essa mulher:

Tenho vergonha do meu país, que elegeu uma mulher como a Dilma para a presidência e ainda tem a audácia de lhe colocar a fama de primeira mulher presidente do Brasil. (…) Não estou interessada em discutir os males da ditadura, nem de ouvir defesas contra essa mulher. Eu admiro Gandhi, que certa vez disse “não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho.”

Gandhi viveu uma dura realidade imperialista no país dele (e em outros nos quais ele viveu); mas em lugar de (como nossa presidente) levantar as armas sem se importar com os inocentes que feriria (e mataria) no caminho, ele se recusou a usar violência, lutou e chamou a atenção do mundo quando, por mais ameaçado que fosse, jamais tentou levantou sequer o punho contra seus agressores. E ele conseguiu, não é? Hoje, os países nos quais ele lutou por independência (Índia e África do Sul) estão livres.

Não estou dizendo que todos são capazes de agir como Gandhi, mas temos que concordar que a luta armada não nos levou a nada aqui no Brasil (o que causou a ruína da Ditadura Militar foi a crise econômica), mas a luta pacífica de Gandhi deu rumo a todo o processo já desencadeado de independência tanto na África do Sul quanto na Índia.

Eu me pergunto: o que uma mulher como a Dilma Roussef faz na presidência do Brasil quando temos exemplos como os do Gandhi, que mostram o quanto a atitude dela foi animalesca e não rendeu quaisquer frutos?

Por mais violentos que tenham sido os militares no período da Ditadura, nada justifica a ação terrorista que dá fim à vida de milhares de inocentes que apenas estão no lugar errado, na hora errada.

Sou contra a Dilma na presidência, sim. E que venham as pedradas, que venham as acusações de ignorância. Não escondo o fato de que acho um absurdo uma criminosa (ou alguém que compactou com criminosos) estar na presidência do Brasil.

Se sou burra ou sou ignorante, espero que continue sendo pelo resto da vida; porque se alguém merece ser privado dos direitos de cidadão (voto, execução de cargos públicos, educação em escolas e universidades públicas) é alguém que (por ignorância) dá a um assassino (ou alguém que concordou com assassinatos) um cargo tão alto de poder. Os assassinos, por fim, são apenas loucos; estes devem ser mantidos em hospitais e, talvez com o tratamento adequado e extremo cuidado, inseridos novamente na sociedade.

Fecho esse post pedindo a todos que sejam ignorantes como eu e não se acomodem enquanto essa mulher estiver exercendo o poder. Eu posso aceitar ladrões (não temos muitas opções, hoje), desde que sejam competentes, mas jamais assassinos.

Fonte: Pindorama NewsUsina de LetrasWikipédia

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