Resenha: A Série do Trílio

Primeiramente, eu gostaria de dizer que o nome “A Série do Trílio” não é oficial. Ele foi inventado porque todos os livros que compõe essa história têm a palavra Trílio no título.

Princesa Anigel

Muito bem. Essa saga partiu da ideia do agente literário alemão Uwe Luserke de uma história sobre três princesas que tem seu reino atacado e fogem, sendo forçadas a encarar um mundo hostil.

Para dar vida à história, Luserke chamou Marion Zimmer Bradley (“As Brumas de Avalon”), Julian May (“Pliocene Exile”) e Andre Norton (“Witch World”). As três autoras resolveram que o melhor seria que cada uma contasse a história de uma das irmãs: Bradley ficou com a culta irmã mais velha, Haramis; May escreveu sobre a delicada irmã mais jovem, Anigel; e Norton foi responsável pela irmã do meio, a jovem guerreira Kadiya.

Dessa forma, nasceu O Trílio Negro, o primeiro livro da série.

Entretanto, foi decidido que as sequências deveriam ser escritas separadamente. Julian May escreveu duas sequencias: O Trílio de Sangue e O Trílio Celeste; Marion Zimmer Bradley escreveu A Senhora do Trílio; e Andre Norton escreveu O Trílio Dourado.

O Trílio Negro

No prólogo, acompanhamos o nascimento das princesas trigêmeas abençoado pela Arquimaga Binah, também conhecida como Dama Branca, protetora do reino de Ruwenda. Ela entrega às meninas três pingentes mágicos e profetiza um destino terrível para o reino e para as três princesas.

A história começa com a invasão do reino de Ruwenda realizada por Voltrik, rei da vizinha Labornok, e o malvado feiticeiro Orogastus. O rei e a rainha são assassinados durante a tomada da Cidadela, mas as princesas trigêmeas conseguem escapar com a ajuda de seus amigos oddlings.

Acho que aqui cabe uma pausa para explicar a respeito dessas criaturas. Os oddlings são semi-humanos. Várias espécies nos são apresentadas durante este primeiro livro: os pequenos nyssomus, seus parentes maiores uisgus, os misteriosos vispis, os selvagens glismaks, os ferozes guerreiros wyvilos, e, por fim, os temidos skiriteks, que possuem hábitos e aparência mais animalescos.

Os três amigos e servos das três princesas são da tribo dos nyssomus. Acompanhando a jovem princesa Haramis, há o músico Uzun; o caçador Jagun é o melhor amigo da princesa Kadiya; e a governanta Immu é a companheira da princesa Anigel.

Princesa Kadiya

É interessante observar que esses amigos refletem exatamente as inclinações e características de cada uma das princesas. Haramis é a irmã mais velha e treinada para um dia ser rainha de Ruwenda, mas tem grande sede de conhecimento, adora livros e música. Kadiya é a irmã do meio e adora sair com seu amigo Jagun pelos pântanos que cercam a Cidadela para explorar ruínas antigas e conhecer as tribos dos oddlings. Por fim, temos Anigel que, delicada e gentil, começa como a típica princesa dos contos de fada, ela gosta dos afazeres da corte.

Enfim, continuemos a história. Protegidas pela magia dos pingentes dados há muito tempo pela Arquimaga, as três princesas escapam separadamente da Cidadela com ajuda de seus amigos e buscam caminhos individuais para chegar à casa da protetora de Ruwenda, que as havia chamado. Haramis segue em um pássaro gigante enviado pela Dama Branca. Kadiya segue diretamente pelos pântanos, buscando o caminho mais difícil.

Anigel é capturada pelo príncipe Antar, de Labornok, mas o rapaz se apaixona perdidamente por ela. A garota e Immu jogam com a boa vontade do príncipe e conseguem fugir, protegidas pelo pingente da princesa. Então, as duas seguem pelos rios com a ajuda dos animais aquáticos conhecidos como rimoriks.

Cada uma em seu tempo, as três princesas chegam à Arquimaga, que lhes diz que está morrendo e o único modo de salvar Ruwenda é juntando três talismãs mágicos conhecidos como o Círculo das Três Asas, o Monstro de Três Cabeças e o Olho Chamejante de Três Partes para formar o Cetro do Poder.

Então, cada uma delas parte na busca por um dos talismãs, enfrentando perigos que ajudam a descobrir o que há de melhor e de pior em cada um de seus corações.

Os Demais Livros

Princesa Haramis

A partir daqui, haverá spoilers do primeiro livro.

“O Trílio de Sangue” e “O Trílio Celeste”, escritos por Julian May, contam a história das três princesas doze anos após a derrota de Orogastus e Voltrik.

Em “O Trílio de Sangue”, Haramis passara doze anos aprendendo sobre seu talismã e tentando cumprir a função de Arquimaga que lhe fora deixada por Binah; Kadiya se esforça para que os oddlings fossem ouvidos como cidadãos de Ruwenda; e Anigel, ao lado de Antar, governa Ruwenda e Labornok, agora unificados. Neste momento, surge um novo mal, personificado por Portolanus, mestre do reino Tuzamen, que as princesas desconfiam ser Orogastus, que retornara da morte.

Alguns novos personagens nos são apresentados, dentre os quais os mais importantes provavelmente são Tolivar, filho mais jovem de Anigel e Antar, o rei menino do reino pirata Raktum, Ledavardis, também conhecido como rei duende por sua aparência desfigurada, a Arquimaga Iriane, que protege o Mar, e o Arquimago Denby, que protege o Firmamento.

Tanto em “O Trílio de Sangue” quanto em “O Trílio Celeste” as três irmãs lutam para restaurar o equilíbrio natural do mundo através da junção de seus talismãs e impedir que Orogastus tome posse dos talismãs para dominar o mundo.

Como não li “O Trílio Dourado”, de Andre Norton, não falarei muito sobre ele. Apenas sei que conta as aventuras da princesa Kadiya nos pântanos.

O Cetro do Poder

“A Senhora do Trílio”, escrito por Marion Zimmer Bradley, conta como a Arquimaga Haramis, quase 200 anos depois dos eventos de “O Trílio Negro”, descobre que morreria em breve e resolve treinar sua sucessora, a princesa do reino unificado de Ruwenda e Labornok, Mikayla. A menina, entretanto, quer apenas crescer para se casar com seu melhor amigo, Fiolon.

A história conta como Haramis se tornou amarga e egoísta mais de um século após a morte de suas irmãs, solitária e encarcerada na torre que um dia pertencera a Orogastus.

Conclusão

Os livros da “Série do Trílio” são divertidos e emocionantes. A história das trigêmias mostra como uma pessoa pode ser boa e má ao mesmo tempo. O universo foi muito bem criado, especialmente na trilogia de Julian May.

Eu gosto muito de todos os personagens criados, mas mais especialmente de Haramis e Orogastus, que evoluem enormemente ao longo da série.

Referências: Wikipédia – World of the Three Moons (Inglês), Wikipédia – Trillium Series (Inglês).

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