Resenha: As Vantagens de ser Invisível

Vou falar sobre o livro As Vantagens de ser Invisível, de Stephen Chbosky, que é algo que venho tentando fazer incansavelmente nos últimos dias – desde que o li pela primeira vez –, sem sucesso. Não fosse o fato que mais de uma pessoa me pediu que o resenhasse e também que eu realmente precisasse falar sobre ele, deixaria de lado e resenharia The Mark of Athena, como havia prometido.

Então, a obra conta a história de Charlie. Ou seria melhor dizer que, nessa obra, Charlie nos conta a sua própria história? O livro é, na realidade, um apanhado de cartas escritas do protagonista para um amigo, alguém a quem disseram para ele escrever, o próprio leitor.

Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa naquela festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou. Chamarei as pessoas por nomes diferentes ou darei um nome qualquer porque não quero que descubram quem eu sou. (p. 12)
 

Você não sabe exatamente quem o Charlie é, apenas conhece o que nos conta em suas cartas. Às vezes, parece ser o bastante, porque ele é um excelente observador, mas, outras vezes, é angustiante, porque ele costuma evitar tocar em determinados assuntos, fugindo repentinamente deles. Eu afirmo que isso não é ao acaso.

Por trás desse garoto de quinze anos absolutamente normal, Charlie é uma pessoa muito especial, um rapaz observador, inteligente e puro, mas também visivelmente ansioso e resguardado. Por quê? Essa é a questão que nos persegue ao longo da leitura.

Farei apenas um pequeno resumo do contexto em que conhecemos Charlie.

Encontramo-nos com ele pela primeira vez em um momento de intensa ansiedade, porque no dia seguinte ele começaria o Ensino Médio e, após o suicídio de seu melhor amigo, Charlie não conhecia mais ninguém.

Após algumas semanas solitárias, ele acaba por conhecer Patrick e sua irmã postiça, Sam, veteranos na sua escola. Eles o introduzem a um seleto grupo de amigos e fazem de tudo para que ele se sinta incluído, apesar de todos serem mais velhos.

Eu estava sentado no porão, na minha primeira festa de verdade, entre Sam e Patrick, e lembro que Sam me apresentou como amigo a Bob. E lembro que Patrick fez a mesma coisa com o Brad. E comecei a chorar. E ninguém naquele porão me achava estranho por estar fazendo isso. E depois eu comecei a chorar pra valer.
Bob ergueu seu drinque e pediu a todos que fizessem o mesmo.
“A Charlie”
E todo o grupo disse: “A Charlie.” (p. 48)
 

Se você gosta de mistério e tem alguma sensibilidade, vai amar esse livro. Ele é como uma aventura do Sherlock Holmes, entretanto, as pistas não estão nos outros, mas dentro da cabeça de Charlie, em seu inconsciente. É um desbravamento da mente do protagonista em busca de algo que ele reluta se lembrar.

Além disso, observamos o mundo através dos olhos atentos, mas incrivelmente puros de Charlie e, então, de modo repentino, lembramo-nos nossa infância e da forma como algumas questões nos intrigavam no começo de nossa adolescência.

Stephen Chbosky é escritor, roteirista e diretor, e foi o responsável pela adaptação do livro para o cinema. Isso, com certeza, faz com que o filme seja algo especial e complementar ao livro, pois mostra um pouco além do que Charlie nos dizia no livro. É uma excelente adaptação.

Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim. (p. 12)
 

E é dessa forma como nos sentimos, um misto de felicidade e tristeza por Charlie, por sua história e por nós mesmos e tudo que foi deixado para trás. É um livro para deixar qualquer um à beira das lágrimas.

Segue o trailer do filme:

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Meus Cinco Livros Nacionais Favoritos

Em decorrência do Dia Nacional do Livro, falarei hoje sobre meus cinco livros nacionais favoritos. O pessoal meio fanático pela literatura clássica vai ficar meio chocado com a ausência de autores mais tradicionais de nossa literatura. Deixem-me explicá-la a vocês.

Observamos que a maior parte dos jovens e das crianças brasileiras tem verdadeiro repúdio pelas obras clássicas e eu dedico muito tempo de reflexão tentando descobrir por que. Sem adentrar muito nas questões do “entreguismo” brasileiro, da baixa autoestima diante dos produtos europeus e norte-americanos e outros – isso para mim é discurso político e não quero falar de política. Cheguei, então, a uma grande causa: a literatura brasileira está muito marcada pela temporalidade da obra.

A maior parte dos jovens não se identifica de fato com o que o autor está escrevendo. Machado de Assis, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade são apenas aqueles velhos caducos que escreviam um monte de palavras difíceis que ninguém compreende ou sequer deseja compreender.

Hoje vivemos a era da literatura fantástica. Alguns professores mais tradicionalistas se recusam a enxergar, mas é verdade. Quem se importa se Capitu traiu ou não? Quem quer saber a respeito do sertão nordestino brasileiro, aquela realidade meio aterrorizante, mas muito distante?

Nós, jovens, queremos aventura, queremos magia, mas acho que nos contentaríamos com histórias que nos representassem. Não sei vocês, mas eu achava até legal a parte de Dom Casmurro que conta a infância e adolescência de Bentinho.  Depois, eles crescem e retornamos a monotonia do velhaco Machado de Assis, cujo humor sarcástico tão comentado pelos professores de literatura nunca era realmente compreendido.

Portanto, essa lista não terá literatura clássica e, se isso ocorre, não é minha culpa, pois é de conhecimento geral que esse tipo de literatura não é muito apreciado pelos jovens brasileiros.  E eu ainda não pude me recuperar do trauma de ser obrigada a lê-la ano após ano.

Meus cinco livros nacionais favoritos, então. Lembrando que não estou falando de qual livro é o melhor, mas quais eu mais gosto.

5. Dragões do Éter, Raphael Draccon

Certo. Essa é uma história difícil de resumir. Vocês se lembram daqueles contos infantis? “Chapeuzinho Vermelho”, “João e Maria”, “Branca de Neve”? E quem sabe “O Príncipe Sapo” e “Peter Pan”? Imagino que sim.

Todas essas histórias são verdadeiros horrores que ocorreram no mundo de Nova Ether. E é nisso que se baseia a série Dragões do Éter, de Raphael Draccon. Maravilhoso, sobrenatural e impactante. Em alguns momentos, a história assume um tom infantil de contos de fada, em outros, presenciamos acontecimentos tensos e horríveis dignos dos grandes autores de terror e suspense.

4. Primeiras Estórias, Guimarães Rosa

Tudo bem, eu disse que não haveria autores clássicos, mas não resisti. Ainda não existem tantos livros brasileiros bons que eu tenha lido, portanto, esse ainda está aqui. E numa posição acima à da coleção do Draccon. Deixem-me explicar.

Esse não é um livro que eu recomendaria a um leitor que apenas deseja pegar um livro para ler e largá-lo assim que finalizada a leitura. O interessante dessa leitura é a interpretação dos contos, a forma como eles se completam é maravilhosa. Portanto, se seu desejo não é terminar a leitura e tentar analisar o livro – ou buscar análises de outras pessoas –, esqueça-o e passe para a próxima.

Mas saiba de uma coisa. Eu jurei que, se um dia chegasse a escrever um livro dessa qualidade, eu jamais escreveria de novo, porque teria atingido o máximo da minha capacidade. Por que Guimarães Rosa não escreve contos aqui, ele escreve poesia em prosa, e de forma tão sutil que ninguém percebe.

Draccon falha miseravelmente em termos de roteiro vezes demais para ser colocado em uma posição acima a deste livro. Mesmo que os livros dele sejam muito mais divertidos.

Se o Guimarães Rosa pelo menos escrevesse sobre coisas mais legais…

3. Comédias para se Ler na Escola, Luis Fernando Verissimo

Certo. Não há ninguém com o mínimo de bom senso que não seja apaixonado por Luis Fernando Verissimo. Mesmo quem detesta ler adora esse cara. Eu sei, já vi. Ele é maravilhoso, um grande escritor, um grande tradutor da nossa realidade.

Verissimo é vida! E esse foi o primeiro livro dele que eu li. Não tenho nada a acrescentar. Se você não conhece Luis Fernando Verissimo, você tem duas opções:

  1. Leia.
  2. Morra.

Sem mais.

2. A Arma Escarlate, Renata Ventura

Já falei sobre esse livro aqui e acho que seria óbvio que ele estaria. Mas aonde? Nem mesmo eu sabia, precisei refletir um pouco.  Por que segundo lugar, então?

Se eu fosse impulsiva, meu amor por Harry Potter se sobreporia a todo o resto e eu colocaria este livro em primeiro e ponto. Mas o fato é que seria injusto com o primeiro lugar e com o próprio livro, porque eu teria escolhido a colocação dele apenas por compará-lo à minha série de livros favorita, não pelo valor que ele tem.

Este é apenas o primeiro volume de uma série, mas alguns personagens me incomodaram. Talvez estas sejam questões que os próximos livros trabalharão, mas isso pesou na hora de optar entre o primeiro e segundo lugar entre os meus favoritos. Um pequeno defeito, apenas, mas entre gigantes, pequenos erros são o que fazem a diferença.

De todo modo, este é um livro que merece ser lido, ele tem muito valor por si próprio. Há certo idealismo exacerbado por trás dele e isso muitas vezes incomoda o leitor que só quer um pouco de diversão, mas tudo bem, ele reflete bem a nossa realidade.

1. A Batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr

Não pude resistir. Eduardo Spohr é o autor da minha geração – apesar dele ser um pouco mais velho –, o autor que traduz exatamente tudo o que a minha geração quer ler. Há magia, há fantasia, mas também está aqui, no Brasil, e reflete muito da nossa realidade, muitos dos nossos anseios, muitas das nossas questões.

Roteiro perfeito, personagens maravilhosos, livro sensacional! Não falta nada.

De novo, isso aqui não é “os melhores livros”, é “os meus livros favoritos”.

Especial: As Minhas Dez Séries Favoritas [Parte II]

Finalizando a lista das minhas dez séries favoritas. Confesso, foi difícil definir a ordem certa dos livros para a segunda, a terceira e a quarta posições, ainda não estou muito certa porque gosto muito mesmo dessas séries.

5. Boudica, Manda Scott

Este é um dos muitos livros que encontrei nas minhas horas vagas atrás das estantes das livrarias. Boudica me chamou a atenção por causa do título. Todos que bem me conhecem sabem que sou fissurada pelos povos celtas e Boudica acaba por ser a minha personagem histórica favorita de todos os tempos.

Enfim, eu comprei o primeiro volume de Boudica após um pequeno passeio pelas prateleiras da Leitura do BH Shopping. Eu não podia comprar um livro tão caro, mas comprei mesmo assim e não me arrependi: poucos dias depois, já estava comprando o segundo e o terceiro volume. O quarto ainda não foi lançado no Brasil e estou esperando ansiosamente.

Muito bem, Boudica conta a história da jovem Breaca, princesa herdeira da tribo iceni, e Bán, seu meio-irmão. A primeira queria ser uma vidente iniciada nos mistérios e o segundo quer se tornar um grande guerreiro. Entretanto, de certa forma, os papéis se invertem, Breaca é quem tem grande vocação para guerreira e Bán possui um poderoso dom espiritual.

Manda Scott faz uma ficção histórica semelhante à de Christian Jacq em um aspecto: não há preocupação muito grande com datas e fatos, ainda que a autora pareça narrar com muita precisão os costumes celtas. Uma coisa que adoro ressaltar é que essa autora é, também, veterinária. O espaço que ela dá aos animais nessa série é praticamente inédito a meu ver, adoro a descrição que ela faz sobre eles e o tratamento que os humanos dispensam a eles!

Além do mais, Breaca e Bán são personagens maravilhosos e apaixonantes.

O livro conta com quatro volumes:

1.      Águia
2.      Touro
3.      Cão
4.      Lança-Serpente

 

4. A Espada da Verdade, Terry Goodkind

Essa foi, sem dúvida, a série mais difícil de colocar em alguma posição. Se não fosse o grande amor que sinto pelas três que estão na frente desta, acho que ela teria ficado talvez em segundo ou terceiro lugar.

Optei pela quarta colocação por uma razão muito simples: eu li apenas cinco dos treze livros que compõe a série. Nos oito livros restantes, muita coisa pode mudar.

Muito bem, primeira coisa que eu quero dizer sobre A Espada da Verdade. Esta é uma série que tentaram publicar no Brasil, mas não houve muitas vendas, portanto, só há um livro em português, A Primeira Regra do Mago. Eu li os livros em ebooks que estão sendo traduzidos por fãs, mas pretendo comprar todos em inglês quando tiver dinheiro.

Agora, falando a respeito da história em si. Tudo começa quando, certo dia, enquanto caminhava pela floresta, o guia Richard Cypher encontra uma jovem mulher sendo perseguida por quatro homens fortemente armados. O rapaz a ajuda e descobre que seu nome é Kahlan Amnel e que ela estava procurando alguém muito importante.

Juntos, eles seguem para a casa do melhor amigo de Richard, o velho Zedd, que ele afirma ser a única pessoa que provavelmente poderia ajudá-la. Ao chegar lá, entretanto, Richard tem muitas surpresas: ele descobre que, anteriormente, seu amigo Zedd fora um dos magos mais poderosos do mundo conhecido. Kahlan quer que o homem nomeie um Seeker of Truth [tradução: buscador da verdade], um herói cuja missão é buscar a verdade e fazê-la prevalecer.

Zedd acaba por nomear Richard um Seeker ao lhe entregar a Espada da Verdade. Juntos, os três partem para uma missão para destruir o tirano Darken Rahl e restaurar a paz.

Parece uma história simples, mas não é tanto assim. Richard é um dos personagens mais maravilhosos que tive o prazer de conhecer, minha adoração por ele beira a adoração que sinto por muitos personagens com quem eu cresci. Kahlan é… Kahlan. Não há ninguém como ela, se um dia eu estive próxima de me apaixonar por uma personagem de ficção, esta personagem é a Kahlan! E Zedd é ótimo: sarcástico, comelão e sábio. Ele é indiscutivelmente o mentor, um poderoso e sábio mentor. Isso fora as personagens que surgem nos livros seguintes.

É perfeita e passa lições lindas sobre praticamente tudo: amor, amizade, poder, ira, união, tirania; tudo! Eu sou apaixonada por essa série, de verdade, e ainda não entendo porque não fez sucesso aqui.

São treze livros:

1.      Debt of Bones
2.      Wizard’s First Rule [Primeira Regra do Mago]
3.      Stone of Tears
4.      Blood of the Fold
5.      Temple of the Winds
6.      Soul of the Fire
7.      Faith of the Fallen
8.      The Pillars of Creation
9.      Naked Empire
10.    Chainfire  
11.     Phantom
12.    Confessor
13.    The Omen Machine

3. Avalon, Marion Zimmer Bradley

Os livros mais famosos dessa série são As Brumas de Avalon, e foi por eles que eu conheci a Marion Zimmer Bradley e a série Avalon. Mas, sinceramente, se eu fosse eleger o melhor livro da série, nenhum dos quatro livros que compõe As Brumas de Avalon seria ele.

A apenas um personagem recorrente nessa série: a ilha de Avalon. Ela não aparece em todos os livros, mas é a história dela que a autora pretende contar nessa série. Sim, a mesmíssima ilha para onde, diz-se, o rei Artur teria ido repousar quando foi derrotado por Mordred.

Brumas de Avalon trata realmente da história do rei Artur, mas sob a ótica das mulheres que aparecem na lenda. Os outros livros, entretanto, sequer mencionam Artur e seus cavaleiros [à exceção de alguns pequenos trechos, A Senhora de Avalon].

A série conta também com alguns personagens recorrentes, mas eles surgem e ressurgem em reencarnações diversas e uma das grandes diversões dos fãs da série é descobrir quem é quem em cada um dos livros. Como algumas reencarnações são mencionadas, outras ainda podem ser deduzidas.

Tenho um carinho especial por essa série. Ela não trás temas de reflexão como a série Darkover, da qual eu já falei, mas tem é muito sensível a certos aspectos da cultura celta, pela qual eu tenho grande admiração.

São onze livros traduzidos para o português:

1.       A Queda de Atlântida: Teia de Luz
2.      A Queda de Atlântida: Teia de Trevas
3.      Os Ancestrais de Avalon
4.      Os Corvos de Avalon
5.      A Casa da Floresta
6.      A Senhora de Avalon
7.      A Sacerdotisa de Avalon
8.      As Brumas de Avalon: A Senhora da Magia
9.      As Brumas de Avalon: A Grande-Rainha
10.    As Brumas de Avalon: O Gamo-Rei
11.     As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore

 

2. Percy Jackson e os Olimpianos, Rick Riordan

O engraçado sobre essa série é o fato de que eu a li muito relutante. Havia ouvido falar muito sobre ela por bastante tempo, mas sempre tive medo de ler: adaptações da mitologia grega à cultura popular sempre foram grandes decepções.

Mas o Rick tem grande domínio da mitologia grega e soube adaptá-la perfeitamente aos dias atuais. Além do mais, Percy Jackson é um excelente personagem principal e, o que falta nele, é encontrado em seus dois primeiros companheiros: Grover Underwood e Annabeth Chase.

Li O Ladrão de Raios um dia antes de ir ver o filme. Foi uma leitura rápida como eu não fazia desde Harry Potter. No começo, é confuso e não entendemos perfeitamente o que está acontecendo, porque o próprio personagem principal se sente assim, mas depois descobrimos: Percy não é uma pessoa comum, ele é filho do deus dos mares, Poseidon, e está sendo acusado de roubar o raio mestre de Zeus.

Em minha opinião, O Mar de Monstros, o segundo volume, é o mais fraco dos livros. Tyson, o novo companheiro de Percy e Annabeth, é ótimo, mas algo se perde. Por outro lado, a série ganha os pontos perdidos em O Mar de Monstros no terceiro volume, A Maldição do Titã, e, a partir daí, a série fica cada vez mais emocionante até atingir seu fim.

Qualquer apaixonado adulto que conheça crianças tem a obrigação indicar esta série. É engraçada, emocionante e muito instrutiva.

A série é composta por cinco volumes:

1.      O Ladrão de Raios
2.      O Mar de Monstros
3.      A Maldição do Titã
4.      A Batalha do Labirinto
5.      O Último Olimpiano

1. Harry Potter, J. K. Rowling

O não tão aguardado primeiro lugar. Óbvio, Harry Potter. O livro dispensa qualquer comentário, quem não leu até hoje está absurdamente desatualizado em termos de literatura.

Esta é, sem dúvida, a série de livros mais importante da atualidade. Não apenas é uma literatura de qualidade [o que pode ser até discutível], mas também porque são os primeiros livros publicados que realmente faziam as crianças largarem os videogames e a televisão para se debruçar sobre as páginas de um livro e mergulhar por horas.

Contra todas as expectativas da época [é sabido pelos fãs que J. K. Rowling foi rejeitada por várias editoras], Harry Potter é o livro de maior sucesso da atualidade.

Se você não leu, vai um pequeno resumo da história.

Harry Potter é um menino que vive oprimido pelos tios e pelo primo desde a morte de seus pais, quando ele tinha apenas um ano de idade. Repentinamente, em seu aniversário de onze anos, um gigante chamado Rúbeo Hagrid e lhe entrega uma carta convidando-o a ingressar Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Harry descobre, então, que é um bruxo e que seus pais, contrariamente ao que lhe fora dito pelos seus tios, haviam sido assassinados pelo mais poderoso bruxo das trevas do século XX, Lord Voldemort. O garoto havia sobrevivido ao ataque e aleijado, de alguma forma, o bruxo, que desaparecera; isso o tornara famoso entre os bruxos.

Isso é apenas um resumo dos primeiros capítulos do primeiro livro. Se você não a leu, leia. Tudo o que eu posso dizer a favor da série só faria obscurecer o verdadeiro valor que ela possui, portanto, fica só a dica.

1.      Harry Potter e a Pedra Filosofal
2.     Harry Potter e a Câmara Secreta
3.     Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
4.     Harry Potter e o Cálice de Fogo
5.     Harry Potter e a Ordem da Fênix
6.     Harry Potter e o Enigma do Príncipe
7.     Harry Potter e as Relíquias da Morte

Terminado o post. Eu recomendo a leitura de todas as séries! Em breve, a resenha do The Mark of Athena.

Especial: As Minhas Dez Séries Favoritas [Parte I]

Eu venho fazendo resenhas dos livros que leio como modo de indicá-los – e, preparem-se, em breve teremos The Mark of Athena e The Casual Vacancy–, mas percebi que nunca falei das minhas séries favoritas. Para ser sincera, essa não é uma ideia original, mas eu gostaria de fazer. Portanto, este post tem em vista indicar as dez minhas séries favoritas.

10. A Mediadora, Meg Cabot

Falar dos meus livros favoritos sem falar de Meg Cabot é impossível. Apesar de ela escrever um gênero o qual eu aprecio muito pouco, os livros dela me encantam pela força das personagens principais.

Nós nos encontramos pela primeira vez com Suzannah Simon, a protagonista, no momento ela chega ao estado da Califórnia após uma longa viagem desde Nova York com o objetivo de ir morar com sua mãe, seu novo padrasto e os três filhos dele – não muito carinhosamente apelidados de Dunga, Soneca e Mestre.

Suzannah tenta não demonstrar seu desagrado acerca de todas aquelas mudanças e apreciar a nova casa e o novo quarto, mas é uma tarefa difícil quando há uma pessoa sentada no banco logo ao lado da janela observando-a com interesse. É um rapaz muito bonito, mas o que incomoda Suzannah é o fato dele estar morto.

Acontece que, apesar da aparência relativamente normal, Suzannah possui um dom: a capacidade de ver, se comunicar e tocar em fantasmas. Ela é uma Mediadora e, como tal, tem o dever de ajudar as almas atormentadas a seguir em frente, mas não está muito certa se isso é realmente uma coisa boa.

A história da série A Mediadora conta como Suzannah conhece e aprende a confiar em Jesse, o fantasma de um rapaz bonitão que mora em seu quarto. Bem humorada e sarcástica, ela me introduziu na primeira e única história de fantasmas que não só consegui terminar de ler, mas também amei.

Recomendo a todos, mesmo aos meninos.

A série conta com seis livros:

1.      A Terra das Sombras
2.      O Arcano Nove
3.      Reunião
4.      A Hora Mais Sombria
5.      Assombrado
6.      Crepúsculo

 

9. As Crônicas de Artur, Bernard Cornwell

Eu me lembro da primeira vez em que eu li esta série. Fiquei bastante confusa porque era um livro sobre o rei Artur, mas eu não vi sinal do próprio por um bom tempo.

A série, na verdade, conta a história de Derfel Cadarn, um saxão que foi adotado pelo mago Merlin quando era muito jovem e acaba por se tornar um dos grandes chefes guerreiros sob o comando de Artur. Sendo Derfel um amigo próximo de Artur, o saxão acaba por contar a história dele ao contar a sua.

Mas o mais esquisito é o fato de que o autor procura ver a lenda sob um viés mais histórico. No começo da série, ele procura explicar as magias de Merlin e dá ao Artur uma função mais provável diante do período em que ele viveu: a de um grande comandante. Isso se perde, mais para o final, infelizmente.

Essa é uma série maravilhosa, apesar do estranhamento inicial. Sempre recomendei e sempre vou recomendar. Ela é composta por três volumes:

1.      O Rei do Inverno
2.      O Inimigo de Deus
3.      Excalibur

8. Ramsés, Christian Jacq

Ainda que ambas sejam séries de ficção histórica, Ramsés é o extremo oposto das Crônicas de Artur em um aspecto: enquanto a segunda trabalha uma lenda tentando inseri-la num contexto histórico plausível, a primeira é uma história sobre um evento histórico completamente distorcido em um ambiente mais fantástico e mais romântico.

A série, como o próprio nome diz, conta a história do grande faraó egípcio Ramsés II, considerado por muito o mais poderoso faraó que o Egito possuiu. Ela começa quando o jovem príncipe Ramsés tem dezesseis anos e termina no momento em que o velho monarca morre, aos 89 anos, dando fim a um dos reinados mais longos no Egito Antigo.

A história egípcia é sempre incerta porque os monarcas a moldavam conforme seus interesses e é muito complicado diferenciar o que foi inventado por eles do que de fato aconteceu. Mas o Christian Jacq não se preocupa com os fatos históricos, ele reconstrói a história egípcia sobre uma ótica totalmente fantástica.

Essa é uma das melhores ficções que já li em toda a minha vida, mas não recomendo para pessoas que buscam aprender um pouco mais sobre o Egito. Ainda que Christian Jacq seja um egiptólogo, não se pode confiar em absolutamente nenhuma informação um pouco mais profunda sobre a sociedade egípcia que o livro apresente.

A série possui cinco livros:

1.       O Filho da Luz
2.      O Templo de Milhões de Anos
3.      A Batalha de Kadesh
4.      A Dama de Abu-Simbel
5.      Sob a Acácia do Ocidente

7. O Ciclo da Herança, Christopher Paolini

Eu já falei sobre essa série por aqui e não acho que valha a pena repetir tudo. Falarei apenas que conta a história do jovem Cavaleiro de Dragão Eragon e seu dragão, a fêmea Saphira. Àqueles que não sabem sobre este livro, recomendo que leiam a resenha que escrevi.

Falar de Paolini é falar de magia, de emoção e aventura. Eu amo esta série porque ela provoca emoções fortes ao mesmo tempo em que te transporta para um mundo diferente. Amo o modo como o autor descreve as personagens e sua tragetória.

Eu recomendo muito para todos os fãs de literatura fantástica. São, no total, quatro volumes:

1.      Eragon
2.      Eldest
3.      Brisingr
4.      Herança

6. Darkover, Marion Zimmer Bradley

Bom, esta é uma das melhores séries de todos os tempos. Marion Zimmer Bradley é, de fato, uma das minhas escritoras favoritas, a qual eu devo muito do meu gosto pela leitura.

Darkover é um planeta localizado em um sistema solar muito distante da Terra. Ele é habitado por seres humanos muito semelhantes dos terráqueos – mais tarde, descobre-se que estes são descendentes de humanos que acabaram por chegar a Darkover acidentalmente durante uma expedição interestelar e se viram incapazes de retornar.

A Marion me introduziu a uma literatura fantástica mais adulta, mais séria. Os temas que ela trata em Darkover são surpreendentemente densos. A série se baseia na seguinte questão: como seria o choque entre uma cultura interestelar com uma similar à medieval?

Mais tarde, a pedido de seus leitores, a autora escreveu diversos livros que contam a história de Darkover antes da chegada dos terráqueos, mas a questão inicial fora a supracitada.

Marion Zimmer Bradley tem a melhor construção de personagens que já tive o prazer de ler. Ela também trata com toda a naturalidade temas que, para nós, são muito polêmicos, em especial a questão da homossexualidade.

Certos livros, como o meu favorito A Casa de Thendara, abordam questões tão profundas que me faziam parar o livro por alguns dias para pensar a respeito delas – algo quase inédito, tendo em vista que eu tenho muita ansiedade para descobrir o final.

A série possui mais de trinta volumes, mas aqui no Brasil foram publicados apenas dezessete, até onde eu sei. Estes, em ordem cronológica, são:

1.      A Chegada em Darkover
2.      A Rainha da Tempestade
3.      A Dama do Falcão
4.      Dois para Conquistar
5.      Os Herdeiros de Hammerfell
6.      A Corrente Partida
7.      A Espada Encantada
8.      A Torre Proibida
9.      A Casa de Thendara
10.  Cidade da Magia
11.  Estrela do Perigo
12.  O Sol Vermelho
13.  A Herança de Hastur
14.  Os Salvadores do Planeta
15.  O Exílio de Sharra
16.  Os Destruidores de Mundo
17.  Canção do Exílio

 

Muito bem, postarei a Parte II em breve. Até lá!

Resenha: Eragon

O Ciclo da Herança, série de estreia do escritor Christopher Paolini, se passa em Alagaësia e conta a história de Eragon, um lavrador de quinze anos de idade que, durante uma caçada, encontra um ovo de dragão.

Poucos dias depois, o ovo rompe e dele sai um dragão de escamas azuis, que Eragon chama de Saphira. Quando a toca, surge uma estranha marca em sua mão, a gedwëy ignasia (palma brilhante): a marca dos Cavaleiros de Dragão.

É necessário, agora, abrir um parêntese para que eu possa falar sobre eles. Outrora, a Ordem dos Cavaleiros fora a maior responsável pela justiça em Alagaësia e, então, havia prosperidade e paz.

Entretanto, cerca de cem anos antes de Eragon encontrar o ovo de Saphira, um Cavaleiro chamado Galbatorix, dominado pela loucura, destruiu a Ordem e matou quase todos os dragões com a ajuda de treze Cavaleiros traidores, os chamados Renegados. Desde então, Galbatorix permanece sob o comando do império dos humanos.

Portanto, quando chegamos a Eragon, tanto os Cavaleiros quanto os dragões não passam de histórias, pois o único Cavaleiro de Dragão vivo é o próprio imperador.

Temendo que seu tio Garrow e seu primo Roran, com quem morava, o forçassem a se livrar de Saphira, Eragon a mantém escondida. Como ela cresce em uma velocidade fora do comum, em pouco tempo já é capaz de se cuidar sozinha na floresta e caçar seu próprio alimento, de forma que o rapaz não se vê forçado a contar a ninguém.

Mas, quando sua ignorância a respeito dos dragões começa a incomodá-lo, Eragon resolve procurar o contador de histórias da vila mais próxima, Brom, que, dentre as pessoas que o rapaz conhecia, era a que mais sabia a respeito do assunto. Algumas perguntas o deixam extremamente desconfiado, mas Eragon conta uma mentira para enganá-lo.

Mais tarde, Roran decide trabalhar em uma cidade vizinha com o objetivo de arrecadar algum dinheiro para que pudesse se casar com a garota que amava, Katrina, deixando Eragon e Garrow sozinhos para cuidar da fazenda.

Nesse momento, chegam à vila estranhos homens encapuzados que dizem receber ordens do Imperador. Os homens, chamados de Ra’zac, procuravam o ovo de dragão e chega aos ouvidos dele que Eragon o havia encontrado.

Quando Eragon está na estrada, retornando para casa a fim de avisar ao tio sobre os Ra’zac, Saphira o sequestra temendo que os homens misteriosos o matem. Eragon demora muitas horas para convencer o dragão a retornar para sua fazenda e, quando finalmente a alcança, já está completamente destruída. O jovem resgata o tio ainda vivo, mas este acaba morrendo alguns dias depois.

Sabendo que a morte de Garrow e a destruição de sua fazenda haviam criado perguntas que ele jamais poderia responder sem contar a todos a respeito de Saphira, Eragon resolve fugir e se vingar dos Ra’zac, que já estavam retornando ao Império. Brom, o contador de histórias, o intercepta no meio da fuga e resolve acompanhá-lo.

Este é apenas o começo das aventuras de Eragon e Saphira. Com Brom, que se torna uma figura estranhamente misteriosa quando se recusa a contar onde aprendeu tudo que sabia sobre dragões e Cavaleiros, eles começam a aprender o verdadeiro significado de ser um Cavaleiro de Dragão.

De modo geral, eu gosto bastante deste livro. A maior parte das pessoas que criticam essa série argumenta que é uma cópia mal feita de Senhor dos Anéis. Quero trabalhar um pouco esse aspecto das críticas, porque ele é muito presente quando se trata deste livro, especificamente.

Fica muito claro para qualquer um que leu ambas as séries que o Paolini se inspirou no Tolkien para escrever Eragon, como muitos escritores atuais já o fizeram – afinal, Tolkien é um marco para a literatura fantástica. Entretanto, não há nada no livro que justifique essa afirmativa maldosa.

Eragon e Saphira são personagens totalmente inéditos, assim como Brom, Roran e os diversos outros personagens importantes da série. A trajetória de Eragon também não possui nada de semelhante à de Aragorn ou Frodo. Portanto, essa argumentação é inválida.

Falemos, então, de Eragon. Não encontrei problemas no roteiro do primeiro livro. Evidentemente, o final deixa muitas questões por resolver, mas elas serão respondidas ao longo da série.

Alagaësia é muito bem feita também. Não observei contradições, mesmo que a visão de mundo se altere ao longo da série – pois Eragon começa a conhecê-lo melhor.

Os personagens são complexos e bem trabalhados. Ao terminar este primeiro livro, você vai reparar que conhece muito pouco a maior parte dos personagens, mas não desanime, pois os próximos livros trarão respostas sobre muitos deles.

Um livro maravilhoso e único. Eu recomendo.

Segue abaixo o trailer do filme de Eragon. Pretendo fazer uma crítica , portanto, não falarei sobre ele por enquanto.

Especial: O Ciclo da Herança

Caros leitores do meu blog,

Nas próximas semanas, postarei aqui neste blog as resenhas dos quatro volumes do Ciclo da Herança, escrito por Chistopher Paolini. Também farei um pequeno apanhado de citações que me chamaram a atenção ao longo da série e apresentarei a vocês alguns dos personagens mais importantes da série.

Hoje, vou postar a resenha do primeiro volume da série, Eragon.

Abraços e nos vemos lá!

[Fanmix] Battlefield

Contracapa

01. After the Fall – Trans-Siberian Orchestra (Morte da Ariana) Letra/Tradução YouTube
You can live your life in a thousand ways
But it all comes down to that single day
When you realize what you regret
What you can’t reclaim but you can’t forget
(Você pode viver sua vida de milhares maneiras/Mas tudo vem à tona naquele único dia/No qual você se dá conta do que se arrepende/Do que você não pode recuperar, mas não pode esquecer)

02. Knightrider of Doom – Rhapsody of Fire (Batalha contra Grindelwald) Letra/Tradução YouTube
In this bloody dawn
I will wash my soul
To call the spirit of vengeance
To deny my wisdom for anger
To break the scream of the silent fool
And to be the son of doom
(Neste amanhecer sangrento/Vou lavar minha alma/Chamar o espírito de vingança/Para negar minha sabedoria por raiva/Para quebrar o grito do tolo silencioso/E, para ser o filho de castigo)

03. All That I Live For – Evanescence (Declaração ao Grindelwald) Letra/Tradução YouTube
Guess I thought I’d have to change the world
To make you see me
To be the one
I could have run forever
But how far would I have come
Without mourning your love?
(Achava que tinha que mudar o mundo/Para fazer você me ver/Para ser o único/Eu poderia correr para sempre/Mas até onde eu teria chegado/Sem lamentar pelo seu amor?)

04. Sensorium – Epica (Entre Grindelwald e Voldemort) Letra/Tradução YouTube
Being consciousness is a torment
The more we learn is the less we get
Every answer contains a new quest
A quest to non existence, a journey with no end
(Ser consciente é um tormento/Por mais que aprendamos, somos menos do que poderíamos ser/Toda resposta tem uma nova questão/Uma questão para uma não-existência, uma jornada sem fim)

05. The Power of One – Sonata Arctica (Convicções que tinha durante a guerra contra Voldemort) Letra/Tradução YouTube
No one was born to be a servant or a slave
Who can tell me the color of the rain?
In the world that we live in, the things said and done
They can well overrun
the power of one
(Ninguém nasceu para ser um servo ou escravo/Quem pode me dizer a cor da chuva?/No mundo em que vivemos, as coisas ditas e feita/Podem muito bem ultrapassar/O poder de um)

06. Sleeping Sun – Nightwish (Sobre a própria morte) Letra/Tradução YouTube
Sorrow has a human heart
From my god it will depart
I’d sail before a thousand moons
Never finding where to go
(Sofrimento, é o que tem em um coração humano/De meu deus eu irei me despedir/Eu velejei na presença de mil luas/Nunca achando para onde ir)

07. Battlefield – Blind Guardian (Ao Harry) Letra/Tradução YouTube
They’re getting closer now
Open your eyes
Wake up my dear young friend
And hate shall fade away
(Estão se aproximando agora/Abra seus olhos/Acorde meu caro e jovem amigo/E o ódio acabará)

Bônus Instrumental:
01. Toccata – Trans-Siberian Orchestra (Dumbledore vs. Grindelwald) YouTube
02. Wizards in Winter – Trans-Siberian Orchestra (Dumbledore vs. Voldemort) YouTube
03. A Mad Russian’s Christmas – Trans-Siberian Orchestra (Humor/Drama – sobre o Dumbledore) YouTube

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